sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Com interior em alta, Paranaense 2016 inicia com maior número de favoritos

Equipes como Operário-PR e Londrina seguem fortes, e Atlético-PR, com sede de título, volta a disputar o estadual com time principal. Torneio começa neste sábado

Por Curitiba

Header_CAMPEONATO_PARANAENSE (Foto: Infoesporte)
O recado foi dado nas duas últimas edições, e a briga está aberta entre intrior e capital pelo título de campeão paranaense de 2016. Operário-PR e Londrina mostraram nos anos anteriores que as equipes com menor orçamento podem atrapalhar o projeto dos grandes Atlético-PR, Coritiba e Paraná Clube, que reúnem a maioria dos títulos. O estadual chega na sua 102ª primeira edição. 
Atual campeão, o Operário-PR mudou de técnico, mas conseguiu reagrupar parte do time que jogou no ano passado. O Londrina vem com a maioria do grupo que conseguiu a vaga na Série B, além de ter o técnico Claudio Tencati, que chega a sua sexta temporada dirigindo o time. 
O Maringá também se prepara para ficar entre os melhores, enquanto o sempre regular JMalucelli sonha com a taça. No Cascavel, a vontade de brilhar é comandada pelo técnico Charles Gbeke, marfinense naturalizado canadense. As novidades no campeonato ficam com a volta na elite do Paranaense do Toledo e a estreia do PSTC.  
A briga este ano ganha um favorito a mais. O Atlético-PR abandonou a ideia de usar o time sub-23, entra com o time principal e o discurso de voltar a ser campeão estadual. O Rubro-Negro e o Coritiba dividem a atenção com a Copa Sul-Minas-Rio, mas ninguém abre mão de ser o maior dentro do Paranaense. Enquanto isso, Paraná Clube corre mais um ano por fora, mas tem na mãos do técnico Claudinei Oliveira a possibilidade de formar um grupo competitivo.
header premiere 2 (Foto: infoesporte)

O Premiere exibirá todas as partidas do Coritiba e Atlético PR, e as partidas do Londrina serão transmitidas quando este for visitante. Ao todo, serão mais de 40 jogos do Campeonato Paranaense, todos em HD. E o torcedor poderá assistir a cada um deles, ao vivo, também no Premiere Play, no celular ou no tablet.
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A formula do Paranaense permanece a mesma dos últimos anos, com uma fase de grupo de 11 rodadas – somente returno – e três fases de mata-mata até a final. A principal mudança foi o fim do Torneio da Morte, que reunia os quatro piores classificados em turno e returno para definir as duas quedas. Agora, os dois piores classificados na fase de grupos caem direto. 
Confira os detalhes das 12 equipes que iniciam o Paranaense neste sábado
Header_Atlético-PR_690 (Foto: Arte Esporte)

Cristóvão Borges Atlético-PR (Foto: Gustavo Oliveira/Site Oficial Atlético-PR)Cristóvão Borges evitar falar em favoritismo (Foto: Gustavo Oliveira/Site Oficial Atlético-PR)
Em seu retorno ao Paranaense com o time principal após três anos com o sub-23, o Atlético-PR inicia o campeonato pressionado por viver um longo jejum (não conquista nenhum título desde 2009) e por usar força máxima. A equipe também tem a chance de apagar o vexame do ano passado, quando usou o time principal na reta final e, mesmo assim, acabou disputando o Torneio da Morte para evitar o rebaixamento. O Atlético-PR soma 22 títulos do Campeonato Paranaense, só atrás do Coritiba (37)
Além de jogar desde o início com o grupo principal, o Atlético-PR vem reforçado das contratações do lateral-direito Léo, os zagueiros Paulo André e Thiago Heleno, o lateral-esquerdo Pará, o meia Vinícius e os atacantes Anderson Lopes e André Lima. O técnico Cristóvão Borges, contratado na reta final do Brasileirão de 2015, adota um tom cauteloso e diz que seu time não é o favorito.
– O Atlético não jogou com a equipe principal nos últimos, mas as outras equipes jogaram. Por exemplo, o último campeão é uma equipe do interior (Operário-PR). Então, não existe mais essa coisa de favoritismo, não. Temos grandes equipes, e o campeonato é disputado com mais de quatro favoritos – falou o treinador.
Com a espinha dorsal do ano passado mantida e mais sete reforços, o time-base do Furacão tem Weverton, Eduardo, Cleberson, Paulo André e Roberto (Pará); Deivid, Otávio e Vinícius; Marcos Guilherme, Nikão e Walter.
Além das caras novas dentro de campo, o Atlético-PR apresenta outra novidade para 2016. O clube está promovendo a troca do gramado por grama sintética na Arena da Baixada, e a mudança deve ficar pronto a partir da sexta rodada. O Furacão estreia neste domingo contra o Operário-PR, às 17h, no estádio Germano Krüger. 
Headers Paranaens - Cascavel (Foto: Editoria de arte)


charles gbeke técnico cascavel (Foto: Divulgação/Cascavel)Charles Gbeke será técnico pela primeira vez  (Foto: Divulgação/Cascavel)
O Cascavel entra no Paranaense 2016 com a maior novidade no banco de reservas. A equipe aposta no técnico Charles Gbeke, marfinense naturalizado canadense, para chegar mais longe do que no ano passado, quando ficou entre os oito melhores. O time foi desclassificado pelo Coritiba nas oitavas de final. 
A aposta em Charle Gbeke é total. O treinador – que jogou em equipes do Canadá e Estados Unidos e na seleção canadense – faz sua estreia no cargo depois de estar envolvido em áreas administrativas do clube no último ano. Apesar de ser estrangeiro, a língua não é barreira, pois o treinador mora no Brasil há alguns anos e ficou conhecido pelo trabalho feito numa escolinha de futebol em Laranjeiras do Sul, Sudeste do Paraná. 
Gbeke se envolveu desde as primeiras contratações do Cascavel, que busca um perfil de mesclar jogadores mais experientes com garotos. Entre as referências da equipe está Léo Maringá, 37 anos – vice-campeão paranaense pelo Maringá em 2014, ano passado ele jogou pelo Londrina. Entre os mais novos, o atacante Robinho, das categorias de base do Internacional, tem apenas 19 anos.
– Nosso time surpreendeu no ano passado e ficou em oitavo. Esse ano fizemos uma reformulação para chegar mais longe. Queremos ficar entre os seis e brigar pela vaga na Série D – completou o chefe da delegação, Mauro Brazil.
A equipe base do Cascavel, que foi utilizada por Gbeke nos jogos-treino e deve ser mantida para a estreia, contra o Coritiba, neste sábado, no Couto Pereira é: Vinicius, Romarinho, Sorbara, Henrique e Felipe; William Daltro, Vit e Léo Maringá; Grafite, Julio Cesar e Everton
Header_Coritiba_690 (Foto: Arte Esporte)
Coritiba Treino (Foto: Thiago Ribeiro)Coritiba manteve base e contratou para o início de temporada (Foto: Thiago Ribeiro)
O maior campeão do Paranaense, com 37 títulos, entra em campo em débito com o torcedor. Além de não vencer desde 2013, o Alviverde amargou ano passado derrotas nos dois jogos da final – placar agregado de 5 a 0 para o Operário-PR, com direito a 3 a 0 dentro do Couto Pereira. O resultado foi tão impactante que mudou grande parte da estratégia do clube para o ano e enfraqueceu o técnico Marquinhos Santos, demitido pouco tempo depois.  

No banco de reservas, o responsável por mudar o fim da história em 2016 será Gilson Kleina, que fala em título para ressaltar a supremacia alviverde

– A pressão estará atrelada ao resultado. Temos que trabalhar na situação, que é o primeiro campeonato. Assim vamos começar a reformular e dar consistência para fazer uma equipe vencedora. A mentalidade tem que ser essa – disse o comandante.
Apesar de perder o artilheiro Henrique Almeida, o Coritiba manteve a base do time titular que salvou a equipe do rebaixamento no Brasileirão. A diretoria contratou seis reforços para o início da temporada: goleiro Elisson e o lateral-direito Ceará, ambos ex-Cruzeiro, o volante Amaral e os atacantes Vinícius e Leandro, que vieram do Palmeiras, além do volante Fábio Braga, que atuou na Romênia em 2015. 
Kleina deve iniciar o estadual apostando na base de 2015. Dos contratados, apenas Ceará começa como titular. Assim, o time coxa-branca para a primeira rodada deve ser: Wilson, Ceará, Juninho, Walisson Maia, Carlinhos; João Paulo, Alan Santos, Juan e Thiago Lopes; Neguba e Kleber Gladiador. O Coritiba estreia no Paranaense contra o Cascavel, neste sábado, às 19h30, no Couto Pereira.
Headers Paranaens - Foz do Iguaçu (Foto: Editoria de arte)
Daniel Baloy internacional gol guarani (Foto: Jefferson Bernardes / Vipcomm)Daniel Baloy é um dos poucos reforços do Foz (Foto: Jefferson Bernardes / Vipcomm)
Uma das maiores surpresas do ano passado, o Foz começa o ano pensando de forma modesta e repetindo os problemas. Em 2015, a equipe chegou a entrar em campo sem jogadores para compor o banco de reservas, mas embalou e foi até a quarta colocação conquistando vaga para a Série D do Brasileirão. A empolgação não alcançou os patrocinadores em 2016, e o dinheiro não apareceu. Assim, o time vai para o estadual com o simples objetivo de se manter na Primeira Divisão. 

O presidente do clube, Arif Osman, fez o alerta: a falta de um patrocinador impede que a equipe almeje terminar a competição entre os maios bem colocados.

– O objetivo principal é manter o Foz na Primeira Divisão. Gostaria de poder repetir ou fazer bonito novamente como foi em 2015. Mas a realidade é cruel. Estou sem apoio financeiro, sem dinheiro, sem futebol. Vamos lutar para continuar na elite. 

A missão dada pelo mandatário está nas mãos do técnico Ivan Carlos, que terá um grupo formado em sua maioria por garotos da equipe de base do Foz. Mas há alguns jogadores experientes para dar um pouco de equilíbrio ao time, como o lateral-direito Daniel Baloi, ex-Internacional e Atlético-PR. 
O Foz estreia contra o Toledo neste domingo, às 17h, na casa do adversário. O time titular deve ser: Nei, Daniel Baloi, Hebert, André, Carlão; Cícero, Roberto, Safira e Bruno Flores; Laécio Negreiros e Pequi. 
Header_JMALUCELLI_690 (Foto: Arte Esporte)

treino jmalucelli (Foto: André Rogal)Experiência e juventude é a mescla do JMalucelli para 2016 (Foto: André Rogal)
O JMalucelli volta a apostar numa velha estratégia: a mescla de experiência com juventude. E tem dado certo para o clube da capital. Mesmo com receitas pequenas e sem muita força de torcida, o time tem feito campanhas consistentes nos últimos anos, passando de fase e sem correr riscos. Em 2015, ficou em quinto lugar na classificação geral (eliminado pelo Foz nas quartas de final). No ano anterior, terminou na sexta posição (caiu diante do Londrina, que viria a ser o campeão, também nas quartas).
Para dar experiência ao grupo, o Jotinha contratou nomes como Valdomiro e Dinélson. O zagueiro de 37 anos defendeu 11 clubes, incluindo Bahia, Flamengo, Palmeiras, União Leiria-POR, Vitória de Guimarães-POR, Samsunspor-TUR e Portuguesa. Já o meia de 29 anos passou por 13 equipes – entre elas, Corinthians, Atlético-MG, São Caetano, Paraná, Coritiba, Avaí, Daegu-COR, Tiajin Teda-CHI, Lusa, URT e Juventus-SP.
E o elenco conta também com garotos recém-promovidos, como o goleiro Robson, os zagueiro Erivelto e Jhonatan, o volante Victor e o atacante Luís Fernandes. O técnico Ary Marques elogia a mescla e diz que grupo atual é mais forte do que o da temporada passada.
– Pelos treinamentos e pelo conjunto, temos uma equipe mais madura e melhor. Há jogadores que defendem bem, experientes, e atletas rápidos na frente.
O JMalucelli estreia contra o Paraná, no domingo, às 19h30, na Vila Capanema.
Header_Londrina_690 (Foto: Arte Esporte)
Treino Londrina (Foto: Dirceu Ribeiro/Rádio Brasil Sul)Londrina manteve base do ano passado, mas enfrenta primeira fase longe de casa (Foto: Dirceu Ribeiro/Rádio Brasil Sul)
Embalado pelo retorno à Série B do Brasileirão, o Londrina não vê o Paranaense como um laboratório para a competição nacional. O clube sonha, sim, com o título estadual. Para isso, a diretoria trabalhou para manter jogadores importantes, como o zagueiro Luizão, os meias Netinho e Rafael Gava e o atacante Bruno Batata, todos com contratos renovados. 
Do time titular que fechou a última temporada, apenas dois jogadores deixaram a equipe: o lateral Rhuan (foi para o Vila Nova-GO) e o meia Zé Rafael (voltou para o Coritiba). O clube fez contratações pontuais e trouxe sete reforços, entre eles o lateral-direito Romário, do Vitória, e o atacante Paulinho, que foi emprestado pelo Grêmio pela terceira vez. A manutenção da base é a grande aposta do Tubarão para o Paranaense.
– Hoje temos uma equipe competitiva, competente para jogar o estadual, e os jogadores que aqui estão são renomados. Temos atletas que já jogaram Série A, Série B e Libertadores, até que já jogaram fora do país. É um time para brigar pelo título no Paranaense – disse o técnico Claudio Tencati.
Outra mudança na equipe foi no gol. Após dois anos como titular absoluto, o goleiro Vitor perde a vaga depois da decisão religiosa de não treinar entre a noite de sexta-feira e o sábado. Com isso, Marcelo Rangel assume a posição.
Além do time em campo, o Londrina conta com a experiência no banco de reservas. Tencati vai para a sexta temporada à frente do time e seu quinto Paranaense da Primeira Divisão. Homem de confiança da diretoria e que conhece todos os atalhos do estadual, ele montou a equipe da seguinte forma: Marcelo Rangel, Romário, Silvio, Luizão e Paulinho; Bidia (Jumar), Germano e Rafael Gava; Paulo Roberto, Wellisson e Quirino.
O Londrina estreia neste domingo, às 17h, contra o PSTC, no Estádio dos Pássaros, em Arapongas. A equipe fica fora de Londrina até o fim da primeira fase por conta da reforma do gramado do Estádio do Café. 
Header_Maringá_690 (Foto: Arte Esporte)
Edson Borges técnico Maringá (Foto: Rodrigo Araújo/MaringáFC)Edson Borges tem a missão de colocar o Maringá entre os melhores(Foto:Rodrigo Araújo/MaringáFC)
Vice-campeão em 2014 e sexto colocado no ano passado, o Maringá chega ao estadual este ano com parte do objetivo já conquistado: a vaga na Série D do Brasileirão, garantida com o título da Taça FPF de Futebol. Mas a intenção da Zebra é ficar entre os principais times do Paranaense. Para isso, a diretoria contratou o técnico Edson Borges, que levou o Foz até a quarta colocação em 2015. 
Além do nome que traz experiência no banco de reservas, mais de 20 jogadores foram contratados, alguns conhecidos do torcedor: o goleiro Ednaldo, o volante Zé Leandro e o atacante Gabriel Barcos, que retorna ao Maringá. Outros são novidades: o meia Jefferson Luís, ex-Coritiba, o zagueiro Cleiton, ex-Paraná, e o atacante Neílson, ex-Londrina.
– Nos preocupamos em montar uma equipe competitiva, um grupo com características de Campeonato Paranaense, de jogadores acostumados a disputar a competição. Estamos muito satisfeitos com as contratações que fizemos – disse Borges.
O time base do Maringá que deve enfrentar o Rio Branco-PR, neste domingo, às 17h, no Estádio Willie Davids, será: William Menezes, Adriano, Rogélio, Cleiton e Helder; Maranhão, Zé Leandro (Alex), Andrezinho e Jefferson Luís; Barcos e Felipe. 
Header_Operário-PR_690 (Foto: Arte Esporte)
operário-pr campeão paranaense coritiba (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)Operário-PR é o atual campeão e vem com time reforçado para 2016 (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)
O atual campeão estadual encara o Paranaense 2016 com a obrigação de fazer bonito após uma campanha irretocável que terminou com duas vitórias – e o placar agregado de 5 a 0 – sobre o Coritiba na grande decisão. O fim do jejum de 102 anos sem um título coloca o Fantasma como um dos favoritos, mas a equipe chega um pouco modificada, a começar pela saída do técnico Itamar Schülle e a chegada de Antônio Picoli
O catarinense Picoli teve uma carreira discreta como zagueiro e foi formado como treinador em times do Rio Grande do Sul, em sua maioria, com duas passagens pelo Juventude, onde estava antes de assumir o Operário-PR. Suas credenciais são parecidas com as de Schülle, também com uma escola com times do Sul. 
No elenco, a diretoria se esforçou para manter a base do time campeão e ainda repatriou alguns jogadores, como o goleiro Silvio, que esteve na Chapecoense entre 2012 e 2013. Do time que jogou a final do Paranaense voltaram os laterais Danilo Báia e Peixoto, a dupla de zaga Douglas Mendes e Soza e os volantes Lucas e Chicão, além do atacante Juba. 
Outro destaque também é a contratação do lateral Alessandro, campeão Brasileiro pelo Atlético-PR em 2001 – ele fez apenas uma partida pelo Rubro-Negro em 2015. Considerado um jogador experiente e carismático, há a expectativa de ser uma liderança dentro da equipe, mesmo sem garantia de que será titular. 
A escalação nos últimos jogos-treinos é o provável Operário-PR que recebe o Atlético-PR, neste domingo, às 17h, no Germano Krüger: Juninho, Danilo Báia, Douglas Mendes, Sosa e Peixoto (Jhonathan Silva); Chicão, Lucas (Baiano), Wallacer e Rafinha; Juba e Reinaldo
Header_Paraná-clube_690 (Foto: Arte Esporte)

Paraná Clube; treino; CT Racco (Foto: Fernando Freire)Paraná Clube vai brigar pelo título ou ser coadjuvante no estadual?  (Foto: Fernando Freire)
Com o maior jejum de títulos entre os campeões paranaenses, o Paraná Clube inicia o torneio pressionado e com a suspeita dos torcedores. O time não sabe o que é levantar um troféu desde 2006, e a temporada ruim em 2015 reforçou a necessidade de mudança. A diretoria anunciou, ainda ano passado, a contratação do técnico Claudinei Oliveira, considerada um ponto positivo, mas contratou poucos reforços.
De novidade, o time conta com a contratação do meia Válber, o atacante Nadson e o lateral Dick, que fez o gol na vitória de 2 a 0 sobre a Ferroviária, em jogo-treino. O restante da equipe está baseada nos nomes conhecidos, entre eles o goleiro e líder Marcos e o lateral Fernandes.  
A grande dúvida é saber se o Paraná entrará no estadual para brigar por título ou encarando o torneio como um tubo de ensaio para a Série B. De Claudinei Oliveira, o discurso é de que o mais importante no ano é ter um time preparado para tentar o acesso à Série A do Brasileirão. Entre os jogadores, a intenção é mostrar serviço o mais rápido possível, pois todos sabem que um desempenho ruim no início do ano pode significar ainda mais desconfiança e mudanças no grupo. 
O Paraná fecha a primeira rodada do Paranaense contra o JMalucelli neste domingo, às 19h30, na Vila Capanema. O time é mantido em segredo, mas a equipe que fez o último jogo-treino foi: Marcos, Dick, Luiz Felipe, Alisson e Fernandes; Jean, Anderson Uchoa, Válber e Nadson; Lúcio Flávio e Robson
Header paranaense - PSTC (Foto: Editoria de arte)
PSTC treino (Foto: Reprodução/RPC)PSTC quer continuar como vitrine de revelador de jogadores (Foto: Reprodução/RPC)
Caçula do Paranaense, o PSTC chega ao estadual pela primeira vez apostando na sua principal marca: ser vitrine e revelador de atletas. O clube já formou vários jogadores com passagens pela seleção brasileira, como o pentacampeão Kléberson; o volante Fernandinho, titular na Copa do Mundo em 2014; Jadson, campeão brasileiro com o Corinthians em 2015; e Rafinha, lateral do Bayern de Munique.
O elenco atual terá nove jogadores formados nas categorias de base do clube. A aposta desta vez é mesclar atletas experientes com a base que conquistou o título da Divisão de Acesso no ano passado. Entre os reforços está o meia Alex dos Santos, brasileiro que disputou duas Copas do Mundo pelo Japão.
No comando da equipe está o técnico Reginaldo Vital, também revelado pelo clube. Finalista em quatro edições do Paranaense como jogador, o treinador busca passar sua experiência para os atletas.
– Sabemos da dificuldade de jogar pela primeira vez a Série A do estadual. Temos que pensar primeiro em não cair, mas consequentemente buscar a vaga entre os oito melhores e ir para o mata-mata. Fase a fase. Confio muito no grupo que estou comandando – disse.
O time base que enfrenta o Londrina neste domingo, às 17h, no Estádio dos Pássaros, em Arapongas, deve ser: Lucas, Artur, Márcio, Tayron e Igor; Rafael Leme, Neto, Jenison e Wellington Baroni; Roberto e Afonso.
Header_RIO-BRANCO-PR_690 (Foto: Arte Esporte)

rio branco-pr treino praia (Foto: Divulgação/Rio Branco-PR)Rio Branco-PR não quer os mesmos sustos do ano passado  (Foto: Divulgação/Rio Branco-PR)
O Rio Branco-PR traçou o principal objetivo: fazer uma campanha sem sustos e reconquistar a confiança de sua torcida após um turbulento 2015, quando escapou do rebaixamento pelos critérios de desempate – ao lado do Nacional-PR, terminou o Torneio da Morte com oito pontos, mas escapou por ter melhor saldo de gols. Agora, o objetivo é ficar entre os oito melhores. 
O comandante do time será Allan Aal, que tem experiência com as categorias de base do Coritiba. Ele assumiu o Leão da Estradinha na reta final do estadual passado e, neste ano, remontou o grupo, que teve a manutenção apenas do zagueiro Darlan e o volante Oberdan, que são reservas.
– Passei pelas duas realidades. Assumi o time no Torneio da Morte, mas tivemos um aproveitamento muito bom. Espero que este ano seja mais tranquilo. Acabamos carregando a cobrança por conta da última campanha, mas temos que saber trabalhar, trazer a torcida para o nosso lado. Ela é um diferencial em Paranaguá. Espero que esteja ao nosso lado.
O Rio Branco-PR manda suas partidas no Estádio Gigante do Itiberê e disputou três jogos-treinos durante a pré-temporada: vitórias sobre sub-20 do Paraná Clube e Camboriú-SC, ambos por 1 a 0, e empate sem gols com o Prudentópolis. 
A nova equipe estreia longe de casa, no estádio Willie Davids, neste domingo contra o Maringá. O time deve ser escalado com: Edvaldo, Lito, Marcão, Alisson e Ralph; Paulo Henrique e Marcos Paulo; Rodrigo Jesus, Ratinho e Diogo; Douglas.
Header paranaense - Toledo (Foto: Editoria de arte)

Coritiba Toledo jogo-treino (Foto: Divulgação/Coritiba)Toledo venceu o Coritiba em jogo-treino durante a preparação (Foto: Divulgação/Coritiba)

No retorno à elite do futebol do estado, o Toledo tem a sua meta na competição definida: terminar a primeira fase entre os oito mais bem colocados. Apesar do elenco jovem e de estar voltando à Primeira Divisão, o assunto rebaixamento não é sequer comentado entre o grupo de jogadores e comissão técnica do Porco.

Há um ano comandando a equipe, Rodrigo Cascca, o técnico mais novo da competição, com 36 anos, disse que o Toledo tem a obrigação de se classificar para a segunda fase.

– Desde que começamos o projeto e as contratações, o objetivo é a classificação entre os oito. Aqui não se fala em rebaixamento. Temos uma condição boa de trabalho, num clube que honrado todos os seus compromissos. Completei um ano de Toledo, e não temos passado por situações de dificuldades. Temos a obrigação de ficar entre os oito. Este é o nosso primeiro passo.

Após uma longa pré-temporada, com direito à vitória sobre o Coritiba no último jogo de preparação, Cascca deve optar pela mescla entre jogadores já conhecidos da torcida e os reforços. Assim, a formação do Toledo para a estreia no Campeonato Paranaense deve ser: Fabrício, Diego, Anelka, Junior Maceió e Asprilla; Ramon Zanardi, Evandro, Fabio Gomes e Eduardinho; Bastos e Renan Tavares. 
REGULAMENTO
As 12 equipes se enfrentam em turno único, classificando-se os oito melhores para as quartas de final. Os dois piores são rebaixados para a Divisão de Acesso do Paranaense. 
Em caso de empate na pontuação nas etapas de pontos corridos, são critérios de desempate: 1) mais vitórias; 2) melhor saldo de gols; 3) mais gols pró; 4) confronto direto; 5) menos cartões vermelhos; 6) menos cartões amarelos; 7) sorteio. 
Quartas, semifinal e final serão disputadas no sistema mata-mata em jogos de ida e volta. Havendo empate em pontos e saldo de gols, as decisões serão sempre em cobranças de pênaltis.

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